A situação do zagueiro Éder Militão ganhou contornos preocupantes e impacta diretamente o planejamento da Seleção Brasileira para a próxima Copa do Mundo. Titular do Real Madrid, o defensor decidiu passar por cirurgia após sofrer uma nova lesão muscular na coxa esquerda, o que deve afastá-lo dos gramados por cerca de cinco meses.
O problema físico voltou a se manifestar durante a partida contra o Deportivo Alavés, válida pela La Liga. Militão sentiu dores na parte posterior da coxa e deixou o campo, acendendo o alerta no departamento médico do clube espanhol. Exames posteriores confirmaram comprometimento no bíceps femoral região que já vinha sendo acompanhada devido a lesões anteriores.
Diante do diagnóstico, duas possibilidades foram colocadas na mesa: um tratamento conservador, que poderia permitir retorno em cerca de cinco semanas, ou a intervenção cirúrgica, com prazo mais longo de recuperação. Apesar de manter viva a chance de disputar o Mundial, a opção mais rápida carregava um risco elevado de recaída.
A decisão final foi pela cirurgia, priorizando a saúde do atleta a longo prazo. O procedimento será realizado na Finlândia, sob responsabilidade do ortopedista Lasse Lempainen, reconhecido internacionalmente pelo tratamento de lesões musculares em atletas de alto rendimento. A informação foi divulgada pelo jornal Marca.
A escolha ocorre em meio a uma temporada marcada por instabilidade física. Militão já acumula três lesões musculares recentes e teve participação limitada, com cerca de 20 partidas disputadas. Em um dos episódios mais graves, envolvendo o tendão, o defensor ficou afastado por aproximadamente quatro meses, desfalcando o Real Madrid em uma sequência importante de jogos.
O histórico recente também pesa contra o jogador. Em dezembro de 2025, ele já havia sofrido uma lesão na mesma região da coxa esquerda, o que reforça a preocupação com um possível quadro recorrente. Desde então, o retorno vinha sendo conduzido com cautela, até o novo agravamento.
Com a previsão de cinco meses de recuperação, Militão dificilmente terá tempo hábil para recuperar o ritmo de jogo e atingir o nível físico necessário para uma competição do porte da Copa do Mundo. A ausência do zagueiro representa uma perda significativa para o sistema defensivo da Seleção Brasileira, que terá de buscar alternativas em um momento decisivo do ciclo.
Nos bastidores, a comissão técnica já trabalha com cenários sem o defensor, enquanto monitora outros nomes para recompor o setor. A situação de Militão, portanto, não apenas preocupa o jogador e seu clube, mas também impõe um desafio adicional ao planejamento da equipe nacional às vésperas do principal torneio do futebol mundial.
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